Aeróbico ou musculação: qual o exercício mais indicado na doença de Parkinson?
Estudo de metanálise (compilado de vários estudos) avaliou qual o tipo de exercício teve melhor impacto nos sintomas motores da doença de Parkinson.
Médico: Sr(a) deverá se exercitar como parte do tratamento da doença de Parkinson?
Paciente: Mas qual o melhor exercício?
Revisão sistemática e metanálise de 15 artigos, publicada neste ano, com o objetivo de explorar o impacto tanto do exercício aeróbico quanto do treinamento de resistência (musculação) na marcha e no equilíbrio de pacientes idosos com doença de Parkinson.
Resultados:
- De forma geral, tanto a atividade aeróbica (corrida, bicicleta, hidroginástica, dança, etc), quanto exercícios de força (musculação) tiveram efeitos positivos nos testes motores, de marcha e de equilíbrio.
- Os exercícios aeróbicos geraram impacto maior de melhora no UPDRS parte 3 (escala que avalia sintomas motores do Parkinson), na velocidade da marcha e no teste de controle postural.
- A musculação teve maior benefício nos testes que avaliaram equilíbrio dinâmico (durante a marcha).
Quero tecer alguns comentários:
1. Revisões sistemáticas e metanálise são os estudos que fornecem robustez de evidência científica para o tema estudado: logos, são confiáveis!
2. No consultório, vejo nitidamente o impacto da prática de exercícios físicos no controle dos sintomas motores. Ontem a filha de uma pacientes de disse que a mãe parou as atividades no fim do ano e ela notou uma piora evidente nos sintomas motores.
3. Tanto exercícios aeróbicos, quanto exercícios de força geraram melhora motora, de marcha e do equilíbrio, mas uma modalidades gerou mais impacto em alguns parâmetros motores do que outra. Logo, percebe-se que não há um tipo único de exercício que seja o ideal para melhorar tudo. Considero que a combinação deles ao longo da semana proporcionará um impacto positivo em todos os aspectos.
4. Se você é paciente e está lendo este post, procure um profissional (fisioterapeuta e educador físico) para te auxiliar.
Com isso, finalizo: com tanta evidência reforçando o impacto positivo da atividade física nos sintomas motores do Parkinson, quem não estimula a realização como parte do tratamento está fazendo errado! Acredito que a combinação de atividades aeróbica e de força é a melhora resposta para a pergunta do post.
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