Estudo recente concluiu que a estimulação medular não melhorou a marcha no Parkinson

Estudo bem desenhando não mostrou melhora da marcha em pacientes com Parkinson quando utilizada a estimulação invasiva da medula espinhal.

Os problemas de marcha em pacientes com doença de Parkinson, especialmente os episódios de congelamento da marcha, têm sido foco de estudos por muitos anos. A estimulação da medula espinhal, uma técnica invasiva que envolve a implantação de um eletrodo na medula espinhal, foi considerada uma abordagem promissora para tratar esses distúrbios. Essa técnica utiliza pulsos elétricos para estimular as células nervosas e, em estudos iniciais, mostrou benefícios potenciais. No entanto, como ela funciona especificamente na doença de Parkinson ainda não está totalmente claro, e, apesar de alguns dados promissores, ainda faltam evidências robustas que comprovem sua eficácia.

Em estudo recente, uma equipe de cientistas da Universidade de São Paulo, no Brasil, investigou se a estimulação da medula espinhal poderia ajudar a reduzir o tempo que os pacientes levavam para se levantar e caminhar, usando o teste Timed Up and Go (TUG), que mede essa habilidade.

O estudo foi randomizado, controlado e duplo-cego, e os resultados mostraram que a estimulação da medula espinhal não teve impacto significativo na marcha ou nos sintomas motores dos pacientes com dificuldades de caminhada, apesar de ajustes nos parâmetros de estimulação. Por isso, o estudo foi interrompido devido à falta de resultados positivos.

Em suas conclusões, a equipe afirmou que "não foi identificado nenhum efeito da estimulação da medula espinhal nos sintomas da doença de Parkinson."

Embora o estudo tenha mostrado resultados negativos, ele é importante porque ajuda a definir sobre a indicação dessa técnica para pacientes com Parkinson (preservando, sempre, o princípio das boas práticas, indicando tratamentos bom base na evidência científica que vem de estudos bem desenhados), especialmente quando estudos anteriores mostravam resultados conflitantes, contribuindo para uma melhor compreensão de seu papel no tratamento dos distúrbios de marcha.

Fonte: https://movementdisorders.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/mds.30187


Deixe seu comentário

 


Comunidade Parkinson News

Seu canal de atualizações sobre a doença de Parkinson: notícias, estudos de impacto, pesquisas em andamento, conteúdo de eventos e congressos, dicas práticas e muito mais!