Fisioterapia deve ser recomendada para todo paciente com Parkinson com DBS!
Painel de especialistas em DBS se reune e propõe recomendações quanto à fisioterapia em pacientes com Parkinson tratados com DBS.
Foi publicado nesta semana um artigo na Journal of NeuroEngineering and Rehabilitation com o título ?A fisioterapia é recomendada para pessoas com doença de Parkinson tratadas com DBS??.
A resposta à pergunta proposta no título é intuitiva: a fisioterapia JÁ É amplamente recomendada na prática clínica para pacientes com Parkinson + DBS, dado o sólido corpo de evidências que sustenta sua eficácia em indivíduos não submetidos à cirurgia. No entanto, ainda são escassos os estudos que avaliam a fisioterapia como intervenção em pacientes operados.
Com o objetivo de melhorar a recomendação, 21 especialisas em DBS e em fisioterapia em pacientes com Parkinson foram reunidos em um painel de discussões sobre o assunto. O resultado foi claro: houve concordância quanto à segurança da fisioterapia e ao seu potencial de amplificar os benefícios clínicos promovidos pela estimulação, contribuindo também para a qualidade de vida.
Aqui gostaríamos de pontuar detalhes importantes para vocês, especialmente aos que têm doença de Parkinson e têm DBS ou estão no pré-operatório para a cirurgia:
1. O perfil do paciente com Parkinson + DBS parece ser especialmente beneficiado pela reabilitação crônica com fisioterapia. O indivíduo que faz a cirurgia de DBS tem seus sintomas motores controlados, assim como as flutuações motoras (acabar o remédio antes da hora e as discinesias), mas porem apresentar com o passar dos anos alterações da marcha (como instabilidade e congelamentos) que são resistentes à estimulação. Entretanto, estes sintomas resistentes ao DBS são justamente os alvos das intervenções fisioterapêuticas.
2. Quando? A fisioterapia é recomendada tanto na fase pós-operatória imediata quanto crônica.
3. Qual protocolo de fisioterapia é o mais indicado? Embora a fisioterapia convencional siga como base, os especialistas destacaram benefícios de abordagens complementares, como estratégias cognitivas, treinamento aeróbico, fortalecimento muscular, exercícios de flexibilidade para tronco e membros, além de treinos de equilíbrio e marcha.
4. O que NÃO deve ser remendado?
- Terapias manuais passivas (sem evidência de melhora)
- Massagens (sem evidência de melhora)
- Treinos assistidos por robôs (sem evidência de melhora)
- Técnicas baseadas em forças físicas, como campos magnéticos (TMS), pelo risco potencial de interferência com os componentes do hardware do DBS.
Concluindo:
- Fisioterapia deve ser indicada a todo paciente com Parkinson que colocou DBS e o(a) fisioterapeuta deve compor a equipe multidisciplinar que cuida deste paciente.
- A fisioterapia deve ser encarada como um tratamento complementar ao DBS, especialmente para os sintomas que a estimulação não consegue melhorar por completo, como a marcha.
- Combinar métodos é o ideal!
- Na prática clínica, com a fisioterapia adequada, notamos: melhora motora, redução do fenômeno ?medo de cair?, diminuição da frequência das quedas e melhora na qualidade de vida do paciente.
Fonte: https://jneuroengrehab.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12984-025-01616-w
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