Esperança em Movimento: A Jornada Inspiradora de Renata Capucci com o Parkinson.
Nesta semana no Sem Censura (TV Brasil), a jornalista Renata Capucci contou, com honestidade e suavidade, como recebeu o diagnóstico de Parkinson aos 45 anos e transformou essa realidade em missão pessoal. A seguir, sintetizamos os principais trechos da conversa, acompanhados da análise das especialistas da plataforma Parkinson Conecta, oferecendo orientação a quem passa por desafio semelhante.
No programa Sem Censura (TV Brasil), a jornalista Renata Capucci narrou, com franqueza e leveza, como recebeu o diagnóstico de doença de Parkinson aos 45 anos e de que forma transformou a notícia em propósito. A seguir, reunimos os pontos-chave da entrevista e, logo depois de cada tópico, comentários das especialistas da plataforma Parkinson Conecta, para orientar quem vive situação semelhante.
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1. Primeiros sinais: quando a perna desaprendeu a acompanhar o corpo
Pessoas próximas à Renata já haviam percebido a lentidão na perna esquerda mas foi um movimento involuntário no braço esquerdo que a preocupou. Esses sintomas unilaterais e discretos a levaram ao neurologista o que acarretou no diagnóstico e o início do tratamento.
> Comentário das especialistas
Na grande maioria dos casos os sintomas motores da Doença de Parkinson começam de forma sutil, de um lado do corpo. Procurar a avaliação de um especialista já nos primeiros sinais de tremores ou lentidão dos movimentos pode acelerar o diagnóstico, permitir a introdução dos medicamentos corretos e o acompanhamento adequado, o que se reflete em melhora da qualidade de vida e manutenção da independência do paciente.
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2. O choque do diagnóstico e o recomeço
A jornalista lembra ter dito: A doutora enlouqueceu! O susto foi grande, mas ela logo entendeu que, informar-se e combater a dença utilizando as ferramentas possíveis era o melhor antídoto.
> Comentário das especialistas
Negação inicial é comum. Por isso encorajamos o paciente a levar alguém de confiança à consulta, anotar dúvidas e buscar fontes médicas confiáveis. Informação de qualidade, acolhimento e rede de apoio são essenciais neste início de jornada.
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3. Transformando estigma em propósito
Renata prefere não carregar uma placa de LED dizendo: tenho Parkinson! mas fala abertamente sobre a doença para desmontar preconceitos. Ela refere que acaba sendo inspiração para muitas pessoas com o diagnóstico e sente-se recompensada pela ideia de poder ajudar outras pessoas que passam pela mesma história.
> Comentário das especialistas:
O retrato da doença de Parkinson hoje é muito diferente da ideia que a grande maioria das pessoas tem dela. É possível viver uma vida com qualidade, com sonhos e oportunidades apesar da doença desde que exista um tratamento correto e um acompanhamento adequado às suas necessidades. O diagnóstico não é uma sentença.
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4. Movimento é remédio
Renata conta que incluiu atividade física diária na rotina. Realiza exercícios aróbicos na água, musculação e caminhada. Segundo ela, exercitar-se: troca a lente pela qual enxergamos o dia.
> Comentário das especialistas:
As diretrizes de 2023 recomendam 150 minutos semanais de atividade aeróbica moderada ou 75 minutos de alta intensidade, somados a treino de força e equilíbrio. Estudos mostram que alta intensidade pode retardar a progressão dos sintomas motores.
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5. Lições práticas, reforçadas pelas especialistas
- Procure um neurologista especialista para fazer o diagnóstico e acompanha-los.
- Siga o tratamento. Mantenha horário fixo dos remédios e registre efeitos bons e ruins. Ajustes finos fazem grande diferença.
- Mexa-se regularmente. Combine aeróbico, força e alongamento; fisioterapeuta com experiência em Parkinson potencializa resultados.
- A Doença de Parkinson não te impede de seguir com a vida. Viva apesar dela.
- Converse sobre a doença. Participar de grupos, on-line ou presenciais, comprovadamente reduz isolamento e melhora humor.
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Palavra final e um convite à esperança
Renata encerrou dizendo que, se seu testemunho inspirar alguém a valorizar cada passo e acreditar no próprio potencial, já terá valido a exposição.
Meu diagnóstico não é o fim; é um recomeço.(Renata Capucci)
Que essa história inspiradora lembre a todos que o diagnóstico não é o fim e que ter um especialista ao seu lado, utilizar os medicamentos corretos e movimentar-se formam o tripé para uma vida ativa e plena, mesmo após o diagnóstico da Doença de Parkinson.
Com carinho,
Dra. Isabela e Dra. Joyce
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