Direto do GERIN: Novidades no tratamento da doença de Parkinson

Dr. Henrique Ballalai, neurologista pela Unifesp, deu uma aula fantástica sobre as novidades no tratamento da doença de Parkinson no 14º Encontro Nacional de Transtornos do Movimento (GERIN), que aconteceu em Belo Horizonte nesta última semana.

Destacamos os principais pontos:

1. A levodopa é a principal medicação e existem diferentes formulações desta substância fora do Brasil que são interessantes no tratamento dos sintomas motores, como:

IPX203: levodopa/carbidopa via oral de liberação prolongada. Vantagem: 3 doses por dia.

Levodopa inalável (CVT-301), nome comercial Inbrija®. Vantagem: efeito rápido e curto, bom para os momentos de off imprevisíveis.

Sistema de micropump intraoral de levodopa: parece uma dentadura e libera uma solução de levodopa na cavidade oral de forma contínua. Vantagem: entrega regular do remédio.

Levodopa de infusão subcutânea: por meio do já comercializado em alguns países foslevodopa/foscabidopa (empresa Abbvie) e da substância ainda em fase de estudo ND061. Vantagem: infusão contínua durante 24h, evita flutuações motoras.

2. Opicapona poderá ser um aliado no tratamento. Trata-se de uma medicação que aumenta o tempo de ação da levodopa, da mesma classe do Entacapona (disponível no Brasil). A vantagem é que, diferentemente da Entacapona, a Opicapona é de tomada única diária, facilitando a prescrição do paciente. Existe um estudo em andamento que inclusive avalia sua prescrição já em fases iniciais da doença, juntamente com a levodopa, na tentativa de ter um melhor controle dos sintomas, sem aumento da chance de discinesias.

3. Nova medicação chamada Tavapadon, ainda não comercializada, em fase de teste, que estimula os receptores da dopamina. Vantagem: tem uma ação parecida com o nosso conhecido Pramipexol, mas com menos chance de gerar sonolência de transtorno de controle de impulso.

4. Terapias com células tronco: 2 estudos publicados neste ano que avaliaram a segurança de transplantar células tronco no cérebro de pacientes com Parkinson. Aguardamos os estudos de fase 3 que testarão a eficácia do tratamento. Obs: fizemos uma live sobre este tema - disponível no nosso canal no Youtube.

Fiquem ligados nos próximos posts. Deixam suas perguntas nos comentários.

Com carinho e responsabilidade,
Dra Joyce e Dra Isabela.


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