Direto do GERIN: Precisamos ser enfáticos com a atividade física!
Atividade física como estratégia modificadora na Doença de Parkinson - lições do GERIN 2025!
Durante o GERIN 2025, o Prof. Francisco Cardoso - neurologista da UFMG e ex-presidente da Movement Disorders Society, motivo de grande orgulho para a neurologia brasileira - ministrou uma palestra inspiradora sobre as "Perspectivas de Tratamentos Modificadores da Doença de Parkinson".
Entre os diversos temas abordados, um deles merece destaque especial: a atividade física. Embora pareça uma recomendação simples e cotidiana, o exercício físico carrega um potencial neuroprotetor relevante.
Nas palavras do Prof. Francisco:
?Exercícios físicos que combinem força com aeróbico são capazes de modificar o curso da doença. A ciência básica por trás disso sugere que neurônios são preservados. Então, a mensagem para uma plateia de clínicos é: precisamos ser muito enfáticos nesta recomendação!?
Ou seja, incentivar a prática regular de atividade física não é apenas uma medida complementar - é uma intervenção essencial, capaz de impactar positivamente a progressão da doença.
Além disso, o professor compartilhou atualizações importantes sobre terapias modificadoras em estudo:
* Agonistas do receptor GLP-1 (mesma classe do Ozempic): o estudo mais recente com Exenatide não demonstrou benefício clínico.
* Anticorpos contra a alfa-sinucleína: duas drogas foram testadas ? Cimpanemab e Prasinezumab. Nenhuma delas apresentou eficácia em modificar a progressão da doença nos estudos iniciais. No entanto, uma análise post hoc do Prasinezumab sugeriu um possível benefício em pacientes com formas mais avançadas ? algo que ainda precisa ser validado em futuras pesquisas.
* Terapias direcionadas a formas genéticas de Parkinson (especialmente em portadores de mutações nos genes LRRK2 e GBA): os estudos estão em andamento, com perspectivas promissoras, mas ainda sem resultados definitivos.
Mensagem final: Em meio a avanços científicos sofisticados e terapias experimentais de alto custo, não podemos negligenciar uma intervenção simples, acessível e com evidência de efeito modificador da doença: a atividade física. Ela deve ser tratada como parte central do plano terapêutico de todo paciente com Parkinson.
Com carinho e responsabilidade,
Dra Joyce e Dra Isabela
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