Do impacto à aceitação - A jornada emocional do Parkinson

Receber o diagnóstico da Doença de Parkinson é como ser empurrado, sem aviso, para uma nova realidade. Muitos descrevem essa experiência como um terremoto silencioso ? algo que abala profundamente, mas que nem sempre é visível do lado de fora.

É comum sentir um choque inicial. Depois, vem a negação: Será que o diagnóstico está certo? ou Talvez não seja tão grave.
Com o tempo, surge a raiva: Por que comigo? ? um sentimento de injustiça e frustração.
Em seguida, o cérebro tenta negociar: Se eu me cuidar, talvez tudo volte ao normal.
Quando essa esperança se desfaz, pode aparecer a tristeza profunda: Qual é o sentido de continuar?
Essa imagem, apresentada na brilhante palestra do Dr. Carlos Rieder, já citada aqui, revela algo que palavras muitas vezes não conseguem traduzir: o caminho invisível que o coração percorre após um diagnóstico. Ela desenha, em curvas e pontos, a montanha-russa emocional que tantos enfrentam ? entre dúvidas, revolta, esperanças e silêncios. Não é um trajeto reto, nem previsível. Cada pessoa sente no seu tempo, no seu jeito.

Mas há um ponto de chegada: a aceitação. E aceitar não é desistir. É reencontrar significado. É entender que, mesmo com o Parkinson, ainda há muito a ser vivido: afeto, autonomia, cuidado e novos propósitos.

Estudos mostram que quando o médico acolhe, escuta e informa com empatia, o paciente se sente mais forte. A aceitação deixa de ser peso e vira libertação.

Se você está nessa jornada, ou conhece alguém que está, saiba: você não está sozinho. Há apoio, há caminhos. E há dentro de você uma força que talvez ainda não tenha despertado por completo.

Você é mais do que um diagnóstico. A vida continua ? com novas possibilidades e esperança.

Com Carinho,
Dra. Isabela e Dra. Joyce


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