Metabolismo e Parkinson: o que a ciência revela e o que podemos fazer?
Você já ouviu falar em síndrome metabólica?
Ela acontece quando fatores como pressão alta, glicose alterada, colesterol fora do equilíbrio e aumento da circunferência abdominal aparecem juntos. Essa combinação, que atinge 1 em cada 4 adultos no mundo, aumenta o risco de doenças cardiovasculares, diabetes? e, agora sabemos, pode também ter relação com a Doença de Parkinson.
Um estudo recente, feito com mais de 460 mil pessoas no Reino Unido (muitas pessoas avaliadas, o que dá força ao estudo), acompanhadas por quase 15 anos (bastante tempo, o que também reforça a qualidade da avaliação), trouxe um dado importante:
1. Pessoas com síndrome metabólica têm um risco 39% maior de desenvolver Parkinson.
2. E quanto mais fatores da síndrome se acumulam, maior é o risco ? chegando a mais que o dobro em quem apresenta todos os componentes.
E o que isso significa na prática?
Quer dizer que cuidar do metabolismo é também cuidar do cérebro!
A pesquisa mostrou que alterações como aumento da cintura abdominal (a famosa barriguinha de chope), glicose alta e colesterol HDL baixo (o colesterol do bem) estão entre os maiores vilões quando pensamos em risco para Parkinson.
Mas há também uma boa notícia...
A síndrome metabólica é um fator de risco MODIFICÁVEL. Isso significa que, diferente da genética, nós podemos agir sobre ela.
Mudanças de estilo de vida - como alimentação equilibrada, prática de atividade física regular, sono de qualidade e acompanhamento médico - podem transformar esse cenário.
Vamos fazer uma reflexão:
Você leitor, com diagnóstico de pressão alta, glicose alterada e colesterol alto, ou até mesmo porta uma barriguinha mais avantajada: já imaginou que estes problemas que você tem agora pode impactar no desenvolvimento de doenças neurodegenerativas no futuro?
Você leitor, com Parkinson já diagnosticado: olhando para o passado, imaginou que um melhor controle da sua pressão, da sua glicose no sangue e do seu colesterol por meio de uma alimentação saudável, atividade física e do uso correto dos remédios, poderia ter evitado ou postergado o surgimento da doença neurológica que você possui hoje?
A ciência está mostrando algo poderoso: o que acontece no corpo inteiro impacta o cérebro!
E mais - ao cuidar do metabolismo, você não está apenas prevenindo infartos ou diabetes, mas também protegendo seus neurônios e, potencialmente, reduzindo o risco de desenvolver Parkinson no futuro.
Aqui no Parkinson Conecta acreditamos que informação é ferramenta de transformação.
Falar sobre prevenção é tão importante quanto falar sobre tratamento.
Se você se identificou com algum dos fatores da síndrome metabólica, lembre-se: há caminhos possíveis, e cada escolha saudável é um investimento no seu cérebro e na sua qualidade de vida.
Com carinho e responsabilidade,
Dra. Joyce e Dra. Isabela.
Fonte: Metabolic Syndrome and Incidence of Parkinson Disease
A Community-Based Longitudinal Study and Meta-Analysis, https://doi.org/10.1212/WNL.000000000021403
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