Exercício supervisionado no Parkinson: evidências de um novo estudo
Um novo estudo mostrou que pacientes acompanhados por profissionais em exercícios personalizados e adaptados tiveram melhora real nos sintomas motores enquanto aqueles que treinaram sozinhos não tiveram os mesmos resultados.
A ciência já demonstrou muitas vezes que o exercício físico é um dos aliados mais poderosos no manejo da doença de Parkinson. Mas ainda havia uma dúvida: quais tipos de exercícios funcionam melhor e, principalmente, por quanto tempo seus efeitos permanecem?
Um estudo recente, publicado em 2025, trouxe respostas importantes.
Os pesquisadores acompanharam 44 pessoas com Parkinson, divididas em dois grupos. Um deles participou de um programa estruturado, supervisionado por profissionais, que incluía exercícios de força, aeróbicos e alongamentos, realizados duas vezes por semana, durante três meses. O outro grupo recebeu apenas orientações gerais para se exercitar por conta própria, sem supervisão direta.
O resultado foi revelador: apenas o grupo supervisionado apresentou melhora significativa nos sintomas motores e na capacidade de caminhar. Já os pacientes que tentaram manter uma rotina sozinhos não tiveram os mesmos ganhos e em alguns casos até pioraram em determinados parâmetros. Isso mostra que, quando supervisionado e ajustado às condições de cada paciente, o exercício físico tem impacto real no controle da doença.
No entanto, os pesquisadores observaram que esses benefícios não se mantiveram seis meses após o fim do programa. Ou seja, para colher resultados duradouros, é preciso que o exercício se torne parte contínua da rotina de vida, não apenas uma intervenção temporária.
Outro ponto relevante é que, apesar da melhora dos sintomas motores, não foram observadas mudanças significativas em parâmetros como composição corporal, metabolismo ou capacidade cardiorrespiratória. Isso sugere que os efeitos positivos do exercício estão fortemente ligados ao movimento em si e à estimulação do corpo e do cérebro, mais do que a mudanças metabólicas profundas em curto prazo.
Esse estudo reforça algo fundamental: o exercício é uma terapia que precisa ser sustentada ao longo do tempo. Assim como os medicamentos, ele só funciona se for bem orientado, acompanhado e mantido. Caminhadas, musculação adaptada, dança, tai chi, natação ou programas supervisionados de atividade física podem ser incorporados à rotina de forma prazerosa e constante.
Mensagem final: se você vive com Parkinson, lembre-se que cada movimento conta. O exercício não é apenas uma atividade física, é uma forma de cuidar do corpo, estimular o cérebro e, acima de tudo, continuar conquistando qualidade de vida a cada passo e quando bem indicado e supervisionado pode fazer grande diferença na sua qualidade de vida.
Com carinho e responsabilidade,
Dra. Isabela e Dra. Joyce
Referência: Zanchet C, Cintas C, Borromeo AC, Darchis C, Pessina F, Charles S, et al. Effect of an adapted physical activity program in Parkinson?s disease: a randomized controlled trial. Parkinsonism Relat Disord. 2025. doi:10.1016/j.parkreldis.2025.106344
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